Novo disco de Mariana Päraway embarca na mistura do folclórico com o eletrônico

Mariana-Päraway-creditos-Monica-Guerreo

Mais um artista sul-americano embarca na mistura de ritmos folclóricos e tradicionais com beats eletrônicos, hip-hop e pop. Desta vez, quem nos mostra essa salada rítmica e sonora é Mariana Päraway, argentina de Mendoza que chega ao seu terceiro disco.

Lançado em 12 de outubro, #LaFlecha nasceu da colaboração com diferentes artistas e produtores. Verne y el Faro (você escuta abaixo) tem a participação da jovem Loli Molina – em breve falo dela. Valeriana conta com a voz da incrível Andrea Echeverri,  líder da banda colombiana Aterciopelados. O disco também conta com a mexicana Ruzzi (na canção La Belleza del Error) e do duo argentino Faauna, entre outros. A produção também teve um pé fora da Argentina – foi mixado na Cidade do México.

A ideia de ter um rol de cantoras participando do disco não foi casual. Disse Mariana ao La Voz (leia a entrevista dela aqui), da Argentina:

O disco mostra que somos mulheres de diferentes idades lutando, vivendo e desejando coisas parecidas. A ideia é mostrar que somos muitas, que fazemos a música que amamos, que andamos, que escolhemos o que queremos fazer, viver e sentir. A indústria da música ainda continua sendo um espaço difícil de habitar, de se apropriar, e as mulheres tem tantas coisas por que lutar, por isso esse disco me enche de amor.

Além de Verne y el Faro (o primeiro single do disco), você ouve La Belleza del Error e as lindas Décima para los Puertos (música em que fica clara essa mescla do tradicional com o contemporâneo) e Fitzcarralda.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Advertisements

Minha seleção de cantoras de tocaram no Iceland Airwaves 2017

JFDR-ICELAND

Para quem  acompanha música de perto – ou curte descobrir bandas novas – o Airwaves, festival anual de música da Islândia, é um prato cheio. A Islândia, ela mesma, é um prato cheio para os amantes da música, um celeiro de bandas alternativas dos mais variados gêneros.

Em 2017, o Airwaves, já em sua 18 edição, se voltou mais à produção local, tendo contado com uma noite só de artistas nativos. Da enorme lista de músicos (inclusive internacionais, como os Songhoy Blues e o Fleet Foxes), selecionei alguns artistas de destaque dessa última edição. Nessa primeira parte, só garotas.

1. Nilüfer Yanya

Não, ela não é islandesa, mas londrina. A jovem de 22 anos debutou com o primeiro single, Small Crimes, em 2016. Ela ainda não tem um álbum lançado, mas já tem 2 EPs na praça, tendo o mais recente sido lançado em julho de 2017.

Ao The Guardian, ela disse ter crescido ao som de Nina Simone e Pixies (Jeff Buckey também),  referências para o trabalho dela. Autora das letras de suas canções, Nilüfer faz um som urbano, com um quê de R&B. Você escuta as ótimas Sliding DoorsSmall Crimes.

 

 

2. RuGl

O RuGl é um duo de adolescentes de 14 anos, acreditem. As amigas de escola Ragnheiður María Benediktsdóttir e Guðlaug Fríða Helgadóttir Folkmann não são novatas. Prestes a lançar o primeiro EP, as meninas já haviam tocado no Airwaves de 2016, tendo chamado a atenção da crítica pela maturidade no palco e pela sofisticação dos arranjos.

Você ouve Run.

3. JFDR

O JFDR é o mais novo projeto da cantora, compositora, guitarista e produtora islandesa Jófríður Ákadóttir (a mulher da foto aí em cima). Jófríður, também membro das bacanudas Pascal Pinon  e Samaris, já havia chamado a atenção da crítica especializada e de gente de peso como Bjork não só pela atitude no palco (ela usa uma espécie de xale sobre a cabeça) como pela voz. Bjork, aliás, é a grande fonte de inspiração da islandesa (Instant Patience, que você escuta abaixo, é prova disso).

O primeiro disco da moça, lançado em março de 2017, tem o título sui generis de Brazil. Sintetizadores eletrônicos e alguns sons orgânicos, vindos de piano e por vezes de guitarra, criam uma atmosfera própria e quase mágica que, mais uma vez, remete à sonoridade que tornou Bjork conhecida.

Você escuta Instant Patiente e Airborne.

 

Yuma: força que vem da Tunísia

yuma

Como muito dos sons que indico aqui, o Yuma foi descoberto meio que por acaso. Estava há umas boas horas em busca de grupos novos surgidos na África, quando “boom”, topei com ele num site que costumo visitar vez ou outra, o True Africa.

Fui correndo ao YouTube e encontrei Hleli, uma das canções que vai integrar Pouusière d’Étoiles, o segundo disco do duo, previsto para ser lançado em fevereiro de 2018 pela Innacor Records.

A música tem uma força incrível e mostra por que o casal de amigos Sabrine Jehnani e Ramy Zoghlani vem se firmando como referência da música indie tunisiana.

O Yuma surgiu oficialmente em 2015, de uma comunhão de interesses e da paixão de ambos pelo folk e pelo blues do deserto. Antes de se descobrir cantora e compositora, Sabrine circulava no universo artístico alternativo de seu país. Ramy, originalmente cineasta,  arriscava na guitarra em algumas bandas underground da Tunísia.

Os dois resolveram, então, se unir. A sonoridade do Yuma é bacanudérrima. Simples, mas poderosa, com um quê de nostalgia e melancolia. Letras escritas  em árabe, guitarra acústica tocada por Ramy, duo vocal acertadérrimo. World music de primeiríssima qualidade.

Você escuta Hleidi, claro, e Khallini Chwaya, ambas do disco que virá por a

 

A merecida homenagem a Llasa de Sela

llasa-de-sela

Eu lembro do dia em que soube da morte de Llasa de Sela como se fosse hoje. Eu estava na Suíça, em Berna, justamente na casa do amigo que, anos antes, havia me sugerido conhecer a obra dela.

Americana radicada no Canadá e de ascendência mexicana e americana, Llasa faleceu em 2010, aos 37 anos, de câncer nas mamas. Ela é daquelas artistas que meio que se propagaram no boca a boca. Não tão conhecida pela massa, mas cultuada por poucos.

A produção musical de Lhasa nunca foi convencional. Tem uma pitada de folk mexicano, de sonoridades folclóricas de países da América Central e, pode-se dizer,  foi embebida na experiência meio hippie que os pais a educaram – fundamentalmente em casa, a partir de livros, música e arte.

Depois da separação dos pais, ainda adolescente, Llasa mudou-se para o Canadá. Foi lá que decidiu voltar-se à música, cantando em barzinhos e compondo em três línguas. Os três discos lançados por ela, inclusive, mostram bem isso. O primeiro deles, La Llorona (1997), foi quase todo ele composto em espanhol, tendo levado o Juno (o Grammy canadense) na categoria World Music. The Living Road (2003) mescla canções em francês e em espanhol e Llasa, de 2009, reúne canções em inglês.

Muitas das canções de Llasa remetem à dor, a uma lamento do coração. Boa parte delas trata disso mesmo.

” Con toda palabra, con toda sonrisa, con toda mirada, con toda caricia

Me acerco al agua, bebiendo tu beso, la luz de tu cara, la luz de tu cuerpo

Es ruego el quererte, es canto de mudo, mirada de ciego, secreto desnudo

Me entrego a tus brazos, con miedo y con calma, y un ruego en la boca, un ruego en el alma”

Sete anos após a sua morte, decide-se relançar toda a discografia da cantautora. São os discos que mencionei, mais um ao vivo, em Reykjavik –  o último da cantora, na realidade -, registrado em maio de 2009 no Reykjavik Arts Festival, na Islândia.

Uma merecida homenagem e uma oportunidade única de conhecer o trabalho de Llasa.

A propósito. No dia 3 de dezembro – poucos dias atrás -, uma bela homenagem em Paris reuniu gente de peso para homenagear a cantora, entre eles os franceses Arthur H e Camélia Jordana, a brasileira Dom La Nena, a espanhola Amparo Sanchez (ex-Amparanoia) e a canadense Safia Nolin.

 

 

 

 

3 cantoras francesas para ficar de olho

Musique-Halo-Maud

Eu voltei! Depois de um longo e tenebroso inverno, este blog volta a respirar. E pra dar início aos trabalhos, selecionei 3 cantoras francesas que vale a pena acompanhar o trabalho. Vamos a elas:

1.Halo Maud – Halo Maud (a da foto deste post) é o projeto de Maud Nadal.  Ela “surgiu” para o público em 2015, quando foi selecionada por Benjamin Caschera e Laurent Bajon a integrar uma das coletâneas La Souterraine, que reunia artistas do underground musical francês.

Maud não é novata na cena. Ela já vinha fazendo participações em bandas de seus compatriotas, entre elas a bacanudérrima Moodoïd e a Melody Echo’s Chamber. Mas foi então que decidiu montar o projeto solo Halo Maud. As canções, escritas em francês, são da moça.

Du Pouvoir, o primeiro EP, foi lançado em março de 2017 pelo selo Heavenly Records, o mesmo que abriga os britânicos Saint Etienne. Logo, logo tem disco dela chegando no pedaço.

 

2. Clara Luciani –  Certamente você já ouviu Clara Luciani. A jovem de 24 anos era uma das vozes do Nouvelle Vague e agora, em projeto solo, tornou-se a mais nova queridinha da imprensa especializada.

Monstre D’Amour, lançado em abril de 2017, é o primeiro EP da moça. Interessante notar que, em entrevistas, Clara e Halo Maud afirmam ter PJ Harvey como grande influência de seu trabalho.

3. Laura Cahen – Outra que lançou disco em 2017. A jovem de 27 anos de Nancy fecha esta minilista, que parece provar que, em 2017, o pop – pelo menos na França – foi das mulheres (há, ainda, outras tantas que arrasaram e sobre as quais falarei logo mais).

Nord é o primeiro disco de Laura, depois de dois EPs. A cantora e compositora fez um álbum interessante, dividido, como ela disse em entrevistas, em quatro capítulos dedicados a cada uma das estações do ano. A ideia, segundo ela, é escutá-lo como se ele fosse uma história.

Novo disco do Perotá Chingó convida a nos largarmos no sofá

perota-chingo-Pocho-Alvarez

Banda indie é assim: anuncia o lançamento do disco no Facebook. E depois sai para girar a América do Sul para divulgá-lo. Foi exatamente desse jeito que o Perotá Chingó anunciou Aguas, seu mais recente trabalho.

O Perotá é um quarteto multicultural (Argentina, Uruguai e até Brasil) que, ao fazer uma viagem de férias para o Uruguai em 2011, viralizou com o vídeo Ríe Chinito. O clipe deixava claro do que se tratava o grupo: quatro jovens, encabeçados pelas meninas Dolo (Dolores Aguirre) e Julia Ortiz, que só queria se divertir. Eles não se centraram em um gênero, mas exploram ritmos variados da América Latina.

“Nós somos uma banda autogerida. Trabalhamos em rede com diferentes pessoas que contribuem para o projeto em vários campos. Nós criamos nossas turnês e produzimos nossos álbuns. Rejeitamos propostas de grandes gravadoras.” Julia Ortiz, para o Guia da Folha.

Aguas, segundo disco do Perotá Chingó, reúne 13 canções de texturas cálidas, compostas basicamente pelas garotas. Um convite a se largar no sofá.

Você ouve Peguei uma Chuva, Anhelando Iruya e a belíssima Canción Pequeña.

 

 

 

 

Filme francês tem a melhor trilha sonora de rap (francês) de todos os tempos

ma-6t-va-cracker

2017 marca os 20 anos do filme Ma 6-T va cracker, então segundo filme do diretor Jean-François Richet. Na época, o filme, selecionado para o Festival de Cannes, não agradou. Uma das críticas, à época, colocou que o longa era muito violento – para os mais sensíveis, claro – e fazia com que os subúrbios franceses – cenário do filme – ficassem mal na fita.

Ma 6-T va parece ter premonizado a revoltados jovens do subúrbio de Clichy-sous Bois, em 2005. O longa se passa em uma cité (o 6-T do título, gíria para projeto habitacional) no subúrbio de Meaux e relata os protestos contra as más condições de vida dos jovens locais e contra a violência policial.

 

A trilha sonora reúne 14 músicas de alguns dos mais importantes rappers franceses. É bom lembrar que, no final dos anos 90, o rap francês começava a se impor e a bombar. Com exceção de KRS-One e de Tiwony, todos os outros músicos da trilha são franceses.

O disco todo é incrível e o aniversário do filme e da trilha vem sendo celebrado na França. Você escuta The French Connection, de KRS-One; C’est Donc ça Nos Vies, da IAM, banda de Marseille; Pas de Timinik, do camaronês Tiwony. Aumenta esse som aí para escutar.

Você vê o filme completo neste link.

 

 

4 nomes da nova geração do jazz cubano para prestar atenção

pedrito-martinez-group-cuba

 

Se tudo o que você conheceu sobre música cubana se resume ao Buena Vista Social Club, devo dizer que há toda uma geração de jovens músicos produzindo sons impressionantes.

Seja no rap, no rock,  na eletrônica, no punk, no jazz, a nova geração da música cubana vem ganhando o mundo por ignorar fronteiras estilísticas e criar um som universal. Para muitos críticos, inclusive, esses jovens são rebeldes até demais.

Destaco 4 nomes da nova geração do jazz cubano que você deve ficar de olho. Vamos a eles:

1.Harold López-Nussa – O extraordinário pianista de 34 anos chegou ao topo da lista no iTunes Jazz Chart com El Viaje, seu primeiro disco. López-Nussa vem de uma família musical. Seu pai e tio eram pianistas e a mãe, professora de piano. Ele estudou música clássica até os 18, quando o jazz surgiu em sua vida. A revista Downbeat chegou a compará-lo a Herbie Hancock e a Chick Corea. O pianista montou uma formação de trio, com o irmão Ruy Adrián López-Nussa na bateria e percussão e o senegalês Alune Wade no baixo. Você ouve a faixa-título El Viaje.

2.Yasek Manzano – É Wynton Marsalis quem diz, a respeito do colega cubano Yasek Manzano: “Ele é o Miles Davis do século 21”. Ao contrário de López-Mussa, Manzano vem de uma família não musical. O pai e a mãe eram professores. O músico iniciou os estudos em Cuba, para depois completá-los na famosa escola de música americana Julliard. O trompetista, que iniciou tocando jazz clássico, migrou para o jazz progressivo e o jazz-eletrônica mais tarde. Você ouve Congo Bronx.

 

3. Yissy García –  Filha de peixe, peixinho é. A baterista cubana é filha Bernardo García, baterista (durante um bom tempo) do Irekere, banda de afro-jazz fundada por Chucho Valdés. Em 2012, Yissy montou um projeto próprio que chamou de BandAncha. Segundo ela mesma descreve, a BandAncha é um quinteto que faz fusion, quer dizer, mescla jazz latino, funk e eletrônica, gênero que ela chama de High Speed Cuban Jazz. Você escuta o arranjo de Yissi para Tutu, de Miles Davis.

 

4. Pedrito Martinez – Pedrito Martinez é vocalista e percussionista (é o cara de camiseta vermelha da foto aí de cima). Um virtuoso da percussão.  Em 2007, montou uma banda chamada Pedrito Martinez Group, que faz um fusion ainda mais ousado do que o do grupo de Yissy – eles mesclam jazz, música folclórica, pop e dance music. Pedrito já tocou e gravou com gente do calibre de Paul Simon e Paquito D’Rivera. Ele também é um santero, ou seja, uma espécie de padre da santeria. Como banda, Pedrito tem dois discos lançados. O mais recente deles, Habana Dreams (2016), foi eleito o primeiro da lista dos críticos de jazz da NPR naquele ano. Você ouve Compa Gellatano.

 

 

 

 

Homenagem a Violeta Parra em 4 covers

Violeta-Parra-Bordados

Se você tivesse buscado ontem no Google as palavras Violeta Parra 100 años ou Violeta Parra 100 anos, você teria encontrado um monte de links nos mais variados países que não só lembravam a vida e a obra dessa cantora e compositora chilena, cujas letras celebraram o Chile e sua gente, cujas músicas viraram verdadeiros hinos de liberdade.

“É a única pessoa, na história do Chile deste século, que soube valorar, colocar em sua justa dimensão o que é a arte dos camponeses do Chile. Antes de Violeta, conhecia-se como música camponesa aquela visão que a burguesia tem dos seus latifúndios. O riozinho perfumado, o arbusto chorão… Canções assim. Canções que não eram mais do que uma visão classista do que é o povo. Com Violeta, as coisas começam a se redimensionar, porque ela começa a entender o amor, a vida, as lutas…” – declaração feita pelo grupo chileno Inti-Illimani.

O próximo dia 4 de outubro de 1917 marca os 100 anos de nascimento de Violeta Parra e as homenagens já pipocam mundo afora. Violeta não foi apenas a autora de Gracias a la Vida, canção feita um ano antes de sua morte por suícidio, aos 49 anos. Ela foi também artista plástica e, como tal, a primeira sul-americana a fazer uma exposição individual no Louvre, em Paris.

Para não deixar a data passar batida, selecionei três covers de músicas de Violeta. O primeiro deles, Volver a los 17, talvez uma das mais conhecidas canções da chilena. Aqui, ela é interpretada por Isabel Parra, filha de Violeta.

A Carta foi escrita em 1962 e narra um fato real. A carta recebida por Violeta quando ela se encontrava em Paris e que conta sobre a prisão de seu irmão Roberto, que havia participado de uma greve e ocupação de uma fábrica. A Carta é interpretada pela chilena Camila Moreno. Em 2016, Camila venceu o Prêmio Pulsar de melhor artista pop.

Qué he sacado con quererte é um lamento mapuche, cultura sobre a qual Violeta se debruçou. A interpretação é da mexicana Natalia Lafourcade. A canção é uma das faixas de Musas, último disco da cantora, em que ela homenageia algumas de suas musas.  Los Macorinos fazem a base de guitarras. O grupo foi formado em 2004 a pedido de Chavela Vargas, a quem eles acompanharam até o final da vida.

Por fim, Gracias a la Vida, canção que ficou eternizada na voz de Mercedes Sosa. Quem a interpreta aqui é Isa Bornau, cantora franco-holandesa que hoje mora em Santiago.

 

 

 

 

 

 

 

3 bandas chilenas para incluir na sua playlist

los-valentina-credits-Hisashi-Tanida

Não sei se você está por dentro da cena musical chilena, mas devo dizer que os nossos vizinhos, além de integrarem a agenda internacional de praticamente 100% das bandas internacionais bacanudas, são superativos musicalmente. Mais do que isso: o Chile tem uma das cenas mais independentes da América do Sul, com selos e espaços para shows (no Chile são chamados de tocatas) que proliferam como água.

Selecionei 3 bandas que eu sugiro que você inclua em algumas de suas playists.

1.Miss GarrisonMiss Garrison é o projeto de Francisca Straube (a vocalista e baterista), Rodrigo de la Rivera (na guitarra) e Tomás Pablo Rivera. (baixo e sintetizadores). O trio está na luta desde 2009. Com 3 álbuns lançados (o mais recente deles é Al Sol de la Noche, de 2016) e 2 EPs, o excelente Miss Garrison tem uma forte pegada eletrônica e punk. Você escuta Al Sol de La Noche.

 

2. Los Valentina – Los Valentina é, digamos, uma banda nova. Formada por Valentina Martínez (vocalista da banda), Juan Fernando Rubilar y Roberto Sanhueza (a troupe da foto aí de cima), lançaram Señoras, primeiro trabalho do grupo (um EP, na verdade), em 2016. Pop dos bons.  Danza de la Lluvia, que você escuta abaixo, é uma das canções do EP.

 

3.Paracaidistas – A banda de Santiago é formada por Joaquín Saavedra, Mariela Llovet, Laura Zavala e Álvaro Lazo. Os caras, que foram considerados uma das revelações do universo underground da capital chilena, fazem um mix de pop, punk e indie rock. Você ouve Jardinería del Mar, uma das faixas do EP homônimo da banda.