Mariana Paraway

http://losandes.com.ar/article/mariana-paraway-disparo-de-amazona

https://www.clarin.com/musica/mariana_paraway-hilario_0_HyEfY8tD7x.html

http://www.indiehearts.com/discos/mariana-paraway-hilario-2014

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gitla

Folk Singer – Songwrier & storyteller
presents a unique style of writing and playing with a evocative touching andelegant voice.

Gitla, which inherited her name from her grandmother
(Origin from Romania and means “Good” / “Beautiful” / “Safe” )   less

Twenty-six-year-old singer/songwriter Gitla Yosub is on the cusp of independently releasing her debut album “Mothers.” With cleanly produced covers from diverse artists like Damien Jurado and Townes Van Zandt populating her YouTube page, Gitla’s originals follow in the folk footsteps of Joni Mitchell and contemporaries like Laura Marling. “Teeth and Bones,” the haunting ballad below, won first place in an Israeli songwriting completion last May.

Watch “Teeth and Bones” here:

Read more: http://forward.com/schmooze/217442/8-israeli-bands-to-listen-to-right-now/

Novo disco do Perotá Chingó convida a nos largarmos no sofá

perota-chingo-Pocho-Alvarez

Banda indie é assim: anuncia o lançamento do disco no Facebook. E depois sai para girar a América do Sul para divulgá-lo. Foi exatamente desse jeito que o Perotá Chingó anunciou Aguas, seu mais recente trabalho.

O Perotá é um quarteto multicultural (Argentina, Uruguai e até Brasil) que, ao fazer uma viagem de férias para o Uruguai em 2011, viralizou com o vídeo Ríe Chinito. O clipe deixava claro do que se tratava o grupo: quatro jovens, encabeçados pelas meninas Dolo (Dolores Aguirre) e Julia Ortiz, que só queria se divertir. Eles não se centraram em um gênero, mas exploram ritmos variados da América Latina.

“Nós somos uma banda autogerida. Trabalhamos em rede com diferentes pessoas que contribuem para o projeto em vários campos. Nós criamos nossas turnês e produzimos nossos álbuns. Rejeitamos propostas de grandes gravadoras.” Julia Ortiz, para o Guia da Folha.

Aguas, segundo disco do Perotá Chingó, reúne 13 canções de texturas cálidas, compostas basicamente pelas garotas. Um convite a se largar no sofá.

Você ouve Peguei uma Chuva, Anhelando Iruya e a belíssima Canción Pequeña.

 

 

 

 

Filme francês tem a melhor trilha sonora de rap (francês) de todos os tempos

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2017 marca os 20 anos do filme Ma 6-T va cracker, então segundo filme do diretor Jean-François Richet. Na época, o filme, selecionado para o Festival de Cannes, não agradou. Uma das críticas, à época, colocou que o longa era muito violento – para os mais sensíveis, claro – e fazia com que os subúrbios franceses – cenário do filme – ficassem mal na fita.

Ma 6-T va parece ter premonizado a revoltados jovens do subúrbio de Clichy-sous Bois, em 2005. O longa se passa em uma cité (o 6-T do título, gíria para projeto habitacional) no subúrbio de Meaux e relata os protestos contra as más condições de vida dos jovens locais e contra a violência policial.

 

A trilha sonora reúne 14 músicas de alguns dos mais importantes rappers franceses. É bom lembrar que, no final dos anos 90, o rap francês começava a se impor e a bombar. Com exceção de KRS-One e de Tiwony, todos os outros músicos da trilha são franceses.

O disco todo é incrível e o aniversário do filme e da trilha vem sendo celebrado na França. Você escuta The French Connection, de KRS-One; C’est Donc ça Nos Vies, da IAM, banda de Marseille; Pas de Timinik, do camaronês Tiwony. Aumenta esse som aí para escutar.

Você vê o filme completo neste link.

 

 

4 nomes da nova geração do jazz cubano para prestar atenção

pedrito-martinez-group-cuba

 

Se tudo o que você conheceu sobre música cubana se resume ao Buena Vista Social Club, devo dizer que há toda uma geração de jovens músicos produzindo sons impressionantes.

Seja no rap, no rock,  na eletrônica, no punk, no jazz, a nova geração da música cubana vem ganhando o mundo por ignorar fronteiras estilísticas e criar um som universal. Para muitos críticos, inclusive, esses jovens são rebeldes até demais.

Destaco 4 nomes da nova geração do jazz cubano que você deve ficar de olho. Vamos a eles:

1.Harold López-Nussa – O extraordinário pianista de 34 anos chegou ao topo da lista no iTunes Jazz Chart com El Viaje, seu primeiro disco. López-Nussa vem de uma família musical. Seu pai e tio eram pianistas e a mão, professora de Piano. Ele estou música clássica até os 18, quando o jazz surgiu em sua vida. A revista Downbeat chegou a compará-lo a Herbie Hancock e Chick Corea. O piano montou uma formação de trio, com o irmão Ruy Adrián López-Nussa na bateria e percussão e o senegalês Alune Wade no baixo. Você ouve a faixa-título El Viaje.

2.Yasek Manzano – É Wynton Marsalis quem diz, a respeito do colega cubano Yasek Manzano: “Ele é o Miles Davis do século 21”. Ao contrário de López-Mussa, Manzano vem de uma família não musical. O pai e a mãe eram professores. O músico iniciou os estudos em Cuba, para depois completá-los na famosa escola de música americana Julliard. O trompetista, que iniciou tocando jazz clássico, migrou para o jazz progressivo e o jazz-eletrônica mais tarde. Você ouve Congo Bronx.

 

3. Yissy García –  Filha de peixe, peixinho é. A baterista cubana é filha Bernardo García, baterista (durante um bom tempo) do Irekere, banda de afro-jazz fundada por Chucho Valdés. Em 2012, Yissy montou um projeto próprio que chamou de BandAncha. Segundo ela mesma descreve, a BandAncha é um quinteto que faz fusion, quer dizer, mescla jazz latino, funk e eletrônica, gênero que ela chama de High Speed Cuban Jazz. Você escuta o arranjo de Yissi para Tutu, de Miles Davis.

 

4. Pedrito Martinez – Pedrito Martinez é vocalista e percussionista (é o cara de camiseta vermelha da foto aí de cima). Um virtuoso da percussão.  Em 2007, montou uma banda chamada Pedrito Martinez Group, que faz um fusion ainda mais ousado do que o do grupo de Yissy – eles mesclam jazz, música folclórica, pop e dance music. Pedrito já tocou e gravou com gente do calibre de Paul Simon e Paquito D’Rivera. Ele também é um santero, ou seja, uma espécie de padre da santeria. Como banda, Pedrito tem dois discos lançados. O mais recente deles, Habana Dreams (2016), foi eleito o primeiro da lista dos críticos de jazz da NPR naquele ano. Você ouve Compa Gellatano.

 

 

 

 

Homenagem a Violeta Parra em 4 covers

Violeta-Parra-Bordados

Se você tivesse buscado ontem no Google as palavras Violeta Parra 100 años ou Violeta Parra 100 anos, você teria encontrado um monte de links nos mais variados países que não só lembravam a vida e a obra dessa cantora e compositora chilena, cujas letras celebraram o Chile e sua gente, cujas músicas viraram verdadeiros hinos de liberdade.

“É a única pessoa, na história do Chile deste século, que soube valorar, colocar em sua justa dimensão o que é a arte dos camponeses do Chile. Antes de Violeta, conhecia-se como música camponesa aquela visão que a burguesia tem dos seus latifúndios. O riozinho perfumado, o arbusto chorão… Canções assim. Canções que não eram mais do que uma visão classista do que é o povo. Com Violeta, as coisas começam a se redimensionar, porque ela começa a entender o amor, a vida, as lutas…” – declaração feita pelo grupo chileno Inti-Illimani.

O próximo dia 4 de outubro de 1917 marca os 100 anos de nascimento de Violeta Parra e as homenagens já pipocam mundo afora. Violeta não foi apenas a autora de Gracias a la Vida, canção feita um ano antes de sua morte por suícidio, aos 49 anos. Ela foi também artista plástica e, como tal, a primeira sul-americana a fazer uma exposição individual no Louvre, em Paris.

Para não deixar a data passar batida, selecionei três covers de músicas de Violeta. O primeiro deles, Volver a los 17, talvez uma das mais conhecidas canções da chilena. Aqui, ela é interpretada por Isabel Parra, filha de Violeta.

A Carta foi escrita em 1962 e narra um fato real. A carta recebida por Violeta quando ela se encontrava em Paris e que conta sobre a prisão de seu irmão Roberto, que havia participado de uma greve e ocupação de uma fábrica. A Carta é interpretada pela chilena Camila Moreno. Em 2016, Camila venceu o Prêmio Pulsar de melhor artista pop.

Qué he sacado con quererte é um lamento mapuche, cultura sobre a qual Violeta se debruçou. A interpretação é da mexicana Natalia Lafourcade. A canção é uma das faixas de Musas, último disco da cantora, em que ela homenageia algumas de suas musas.  Los Macorinos fazem a base de guitarras. O grupo foi formado em 2004 a pedido de Chavela Vargas, a quem eles acompanharam até o final da vida.

Por fim, Gracias a la Vida, canção que ficou eternizada na voz de Mercedes Sosa. Quem a interpreta aqui é Isa Bornau, cantora franco-holandesa que hoje mora em Santiago.

 

 

 

 

 

 

 

3 bandas chilenas para incluir na sua playlist

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Não sei se você está por dentro da cena musical chilena, mas devo dizer que os nossos vizinhos, além de integrarem a agenda internacional de praticamente 100% das bandas internacionais bacanudas, são superativos musicalmente. Mais do que isso: o Chile tem uma das cenas mais independentes da América do Sul, com selos e espaços para shows (no Chile são chamados de tocatas) que proliferam como água.

Selecionei 3 bandas que eu sugiro que você inclua em algumas de suas playists.

1.Miss GarrisonMiss Garrison é o projeto de Francisca Straube (a vocalista e baterista), Rodrigo de la Rivera (na guitarra) e Tomás Pablo Rivera. (baixo e sintetizadores). O trio está na luta desde 2009. Com 3 álbuns lançados (o mais recente deles é Al Sol de la Noche, de 2016) e 2 EPs, o excelente Miss Garrison tem uma forte pegada eletrônica e punk. Você escuta Al Sol de La Noche.

 

2. Los Valentina – Los Valentina é, digamos, uma banda nova. Formada por Valentina Martínez (vocalista da banda), Juan Fernando Rubilar y Roberto Sanhueza (a troupe da foto aí de cima), lançaram Señoras, primeiro trabalho do grupo (um EP, na verdade), em 2016. Pop dos bons.  Danza de la Lluvia, que você escuta abaixo, é uma das canções do EP.

 

3.Paracaidistas – A banda de Santiago é formada por Joaquín Saavedra, Mariela Llovet, Laura Zavala e Álvaro Lazo. Os caras, que foram considerados uma das revelações do universo underground da capital chilena, fazem um mix de pop, punk e indie rock. Você ouve Jardinería del Mar, uma das faixas do EP homônimo da banda.

 

 

MC Solaar: pioneiro do rap francês está de volta depois de 10 anos

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MC Solaar está meio sumido desde 2007, quando lançou sem muito alarde o disco Chapter 7. Eis que agora ele anuncia que vai lançar um álbum no fim do ano. E o LP já tem até nome: Géopoétique.

Pra quem não conhece, MC Solaar é o nome artístico de Claude M’Barali. Nascido no Senegal e criado na França, Solaar, 48, é um dos pioneiros do rap francês e um dos artistas do gênero que mais vendeu em seu país. São mais de 5 milhões de discos desde o lançamento de Qui Sème le Vent Récolte le Tempo, o primeiro deles, em 1991.

O álbum, que na época vendeu 500 mil cópias, foi seguido pelo espetacular Prose Combat, que chegou a mais de 1 milhão de cópias (era muito, mas muito mesmo na época) e se tornou hit em mais de 20 países. Tido como um dos maiores poetas do rap francês, Solaar escreveu versos como este:

“Viens dans les quartiers, voir le paradis” (Venha para onde as pessoas pobres vivem. É o paraíso)

Pra você que não conhece e pra você que deseja relembrar alguns dos clássicos do rapper, selecionei 3 canções: Sonotone, primeiro single do esperado álbum de retorno; Caroline, música que está no primeiro álbum dele; e Obsolete, de Prose Combat (quem não dançou até morrer com essa música?)

 

 

4 nomes que vêm de Portugal e você provavelmente não conhece

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Selecionei 4 grupos/músicos que você não pode deixar de ouvir. Vamos a eles.

1. Beatbombers – Os Beatbombers são os portugueses DJ Ride e Stereossauro. Em 2016, venceram pela segunda vez o campeonato mundial de scratch. Verdes Anos é um remix do clássico de Carlos Paredes, um dos maiores instrumentistas de guitarra portuguesa do país.

 

2.Surma – A portuguesa de voz etérea (o nome dela é Débora Umbelino) deve lançar seu primeiro disco no fim do ano. A garota de 21 anos domina um monte de instrumentos e toca todos eles em seu projeto Surma. Hemma é o primeiro single do esperado disco da moça.

 

3.Minta & the Brook Trout – A banda de Lisboa (é a trupe da foto aí de cima) liderada pela cantora e compositora Francisca “Minta” Cortesão circula pela cena musical portuguesa desde 2006. Já tem lançados 3 EPs e 3 LPs, sendo o último deles Slow (2016), ao qual a música que sugiro pertence.

 

4. Benjamin –  Benjamin é o nome artístico de Luís Nunes. Depois de viver uns anos em Londres, voltou a Portugal para lançar 1986 (2017), disco bilíngue feito em parceria com o artista britânico Barnaby Keen. Terra Firme é uma das canções do disco.

 

 

Novo disco de Tony Allen tem participação de Damon Albarn

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Nem bem ele lança um EP, o excelente tributo a Art Blakey, Tony Allen parte para outra. Aos 77, o nigeriano parece incansável. Ele acaba de lançar (em 8 de setembro) The Source, pelo selo Blue Note.

No disco, Tony é acompanhado por 11 músicos, incluindo dois convidados especiais: o guitarrista camaronês Indy Digongue e o parceiro e colaborador Damon Albarn (Blur e Gorillaz), com quem o baterista já tinha trabalhado em Film of Life (2014) – Damon deu voz à faixa Go Back.  Damon e Tony Allen também foram parceiros no projeto The Good, the Bad & the Queen (2006) e no megagrupo Rocket Juice and the Moon (em 2007), que também tinha como integrante o baixista Flea, do Red Hot Chilli Peppers. Em The Source, Damon responde pelos teclados na faixa Cools Cats.

The Source, segundo informa o site da Blue Note, é um caleidoscópio de influências, particularmente dos jazzistas que inspiraram e moldaram a carreira do baterista. O nome do disco faz referência a isso: ele se volta à fonte (ou às fontes) inspiradoras de seu trabalho. On Fire, por exemplo, tem um quê de Dizzy Gillespie. Cruising bebe na fonte de Duke Ellington. Mas quem conhece bem jazz certamente vai identificar algo de Miles Davis no disco também.

Como o próprio Tony Allen gosta de dizer, ele não toca jazz. Ele toca jazz à sua maneira. Você escuta Moody Boy e Push and Pull.