A celebração da herança africana nos ritmos cubanos

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Para quem não conhece, o camaronês Richard Bona faz parte daquele seleto grupo de contrabaixistas que possuem uma habilidade fora do comum. Um artigo no Los Angeles Times chegou o colocá-lo no patamar de Jaco Pastorius.

Hoje eu vou falar apenas de Heritage, disco mais recente de Bona. Por quê? Porque ele parece ter dado uma guinada na carreira para buscar a herança africana na música cubana. Como bem disse James Nadal, no site All About Jazz, Heritage (quer nome melhor?) é a exploração musical das duas culturas, tendo a África como ponto de origem e influência.

Um parênteses para falar um pouquinho de história: quando os escravos vindos da África desembarcaram em Cuba, herdeiros do que fora um dia o império Mandekan, eles passaram a se reunir em agremiações que foram chamadas de cabildos. Os cabildos eram locais onde a cultura oral e as tradições, entre elas a música e a dança, eram compartilhadas e preservadas.

 

No disco, Richard Bona (também chamado de o Sting africano, embora eu não concorde muito) conta com o instrumental do sexteto Mandekan Cubano. Heritage foi lançado em junho de 2016 pelo selo Qwest Records, de Quincy Jones.

Você ouve Jokoh  Jokoh e Muntula Moto.

 

 

 

 

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