Jane Birkin revisita Gainsbourg em versão sinfônica

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Gainsbourg Symphonique é o mais novo projeto de Jane Birkin e o primeiro depois de uma longa reclusão.  Primeiro foi a morte da filha, de suicídio, em 2013. Depois, ao lutar contra uma leucemia, teve de ficar hospitalizada por mais de um ano.

Conta o artigo de Nuno Pacheco para o Publico que a ideia do disco surgiu em 2015, durante uma conversa com a apresentadora canadense Monique Giroux, da Radio Canada. Ao contar a Monique que Serge Gainsbourg bebia na fonte dos clássicos para compor, surgiu a ideia de fazer versões orquestradas de músicas do compositor.

O disco tem arranjos do compositor japonês Nobuyuki Nakajima e performance da Orquestra Sinfônica de Montreal. Birkin não é, confesso, a melhor intérprete do mundo, mas ninguém canta Gainsbourg com tanto conhecimento de causa e com tanta emoção quanto ela.

Birkin & Gainsbourg

Jane Birkin ficou conhecida por sua interpretação em Blow-Up (1966), de Antonioni. Conheceu Gainsbourg alguns anos mais tarde, se apaixonaram e viveram juntos até 1980. O “enfant terrible” morreu em 1991.

“A mim, ele deu seu lado feminino, sua fragilidade, e para si ele guardou as coisas mais provocadoras. (…) As pessoas achavam que ele era uma pessoa perigosa, mas eu sabia que, na verdade, era um homem superamável também, embora para o resto fosse tão sarcástico e brilhante que podia causar danos” – Birkin, em O Estado de São Paulo

Você ouve La Javanaise e Pull Marine (esta, ao vivo).

 

 

 

 

 

 

 

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