Rio Mira: o supergrupo que quer levar a marimba para o mundo

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Você vai ver no minidoc abaixo, mas eu resumo: o Rio Mira é um projeto incrível de músicos da Colômbia e do Equador que tem, entre os seus objetivos levantar a bandeira de duas coisas.

Primeiro, a da marimba. Em 2015, a UNESCO declarou a marimba Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. A marimba não é apenas um instrumento. É também a música e os cantos tradicionais que surgiram entre os afrodescententes da região do Pacífico Sul da Colômbia e da província de Esmeraldas, no Equador. Segundo, o Rio Mira quer chamar a atenção para o Mercado Musical do Pacífico, um espaço para o fortalecimento da música da região do Pacífico.

Há uma razão para isso. Enquanto a música afro-colombiana bombou, muito por causa de um festival existente em Cali, o Festival Petronio Álvarez, a música tradicional do país vizinho não ganhou quase destaque, apesar da honraria dada pela UNESCO.

Dito isto, vamos à historinha do grupo. Rio Mira, nome que é referência ao rio que começa no Equador e deságua na Colômbia, acabou servindo como uma espécie de metáfora da banda, já que ela é formada por músicos colombianos e equatorianos. A música deles não é equatoriana nem colombiana. É afro-pacífica. E é justamente o que esse supergrupo quer mostrar: que, apesar de a região ser dividida pelos limites territoriais de cada país, ela é uma só, conectadas por suas tradições e cultura.

Não por acaso também a banda resolveu ficar sediada em Esmeraldas, já que eles pretendem que o lado equatoriano da música de raiz também ganhe o destaque que o lado colombiano ganhou nos últimos anos.

Marimba del Pacífico, recém lançado (em julho de 2017), é o primeiro disco da banda, pelo selo Aya Records. O grupo tem como vocalista a linda Karla Kanora. As marimbas, claro, são representadas por músicos dos dois países: In Rio Mira,  Esteban Copete, colombiano, e o equatoriano Larri Preciado.

Você vê o minodoc sobre o qual falei acima e ouve Agua, Roman Roman e Adiós Morena – esta, um remix do grande Nicola Cruz, de quem já falei aqui. Aliás, Adiós Morena foi remixada por uma porrada de grupos e DJs. Vale buscar no YouTube.

 

 

 

 

 

 

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