Képa: o skatista profissional que virou blueseiro

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A história é a seguinte. Bastien Duverdier, nascido no País Basco francês, foi skatista profissional por mais de 17 anos. Basta você procurar no YouTube para encontrá-lo fazendo manobras as mais radicais em cima do skate. Um acidente em 2013 lesionou seriamente as costas dele, obrigando Bastien a parar por mais de um ano. Claro, ele teve que encontrar outras ocupações. Abrigado na casa da avó, Képa, ele começou a gastar o tempo livre  se entretendo com uma guitarra. Não demorou muito e as primeiras canções vieram. E o nome artístico também: Képa, homenagem óbvia à avó (é o nome basco da avó).

O encontro com o blues foi meio por acaso. Em entrevista para a Sport & Style, ele diz que o blues foi ao encontro dele e não ele ao encontro do blues.

“Eu percebi que tudo o que eu gosto de rock saiu do blues. Técnica, estrutura, refrões, ritmos binários…90% disso vem do blues. O blues é simples, uma música acessível, que é exatamente o que eu gosto. Ao mesmo tempo, eu constatei que o jazz se tornou uma música intelectual e elitista.”

Képa não é apenas um blueseiro. É um bom blueseiro, que faz a gente relembrar do slide guitar, uma forma de tocar guitarra que ficou consagrada no blues. É aquela técnica que faz uso de um tudo de metal (geralmente metal, mas pode ser feito com outros materiais). Ao deslizar o dedo com o tubo por sobre as cordas, o tom é alterado. O legal é que Képa é o que a gente chama de one-man band, ou seja, ele toca vários instrumentos em cena, ao mesmo tempo, tal como o dinamarquês Bror Gunnar Jansson, de quem eu já falei por aqui. Além da guitarra, o moço toca harmônica e percussão. Na realidade, ele toca stompbox, uma espécie de caixinha de madeira que fica sob os pés, exatamente para que o músico possa bater os pés sobre ela ritmicamente.

O blues do cara é poderoso. Tanto é que ele gosta de chamar o som que faz de power blues, mas parte da imprensa apelidou de skate blues. Képa tem quatro discos lançados: No Goat Cheese (2013), Hello Babe! (2014), Low-Low Wind (2015) e The Tone of Sebastopol (2016).

Curte só Only Oh!, do disco Low-Low Wind; Carlita, provavelmente um single, pois não é faixa de nenhum dos álbuns; No Goat Cheese e Not Gonna Work, do primeiro disco dele.

 

 

 

 

 

 

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