Bruno Capinam: o baiano de voz angelical que vai te pegar de jeito

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Ouvi o Bruno Capinan, tenho de confessar, recentemente, quando estive no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, para as apresentações de Ryuichi Sakamoto e Jun Myiake. Bruno era um dos convidados da banda multicultural e poderosa de Myiake. A voz dele me pegou de jeito: doce, suave, quase angelical. A mesma voz que hoje o cantor baiano usa como instrumento de trabalho já lhe causou muito problema. Mais ainda pelo fato de ele ser negro. E gay.

Eu sofri muito bullying. Até o prefeito de Salvador, na época, telefonou para a minha mãe para dizer a ela que eu deveria ver um médico e tomar hormônio masculino.” – para o The Guardian.

Mudar para um país estrangeiro tornou-se, então, quase necessidade. A mudança para o Canadá veio em 2006. Lá, Bruno Capinan se encontrou, pessoalmente e musicalmente. Depois de lançar os discos Gozo (2010) e Tudo Tá Dito (2014), o baiano chegou ao terceiro disco em 2016: Divina Graça. O álbum teve também teve lançamento no Japão, onde Bruno é cultuado.  Divina Graça contou com a participação (e produção) de Domenico Lancelotti e de Bem Gil, filho de Gilberto Gil, na guitarra e violão. Todas as faixas foram compostas para um homem que conheceu.

“É o disco mais gay da MPB. Quis falar do amor de uma maneira totalmente plena e nada discreta, misturando a isso minha aversão ao conservadorismo” – para Heloisa Tolipan.

Você fica com as lindas Mandinga e Vicente, do mais recente álbum, e Sambolento, de Tudo Tá Dito.

 

 

 

 

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