A santeria eletrônica do Ìfé

ìfé

Mark Underwood (sorry, boys and girls, nada a ver com Frank Underwood, o vilão de House of Cards) nasceu em Goshen (Índia), começou a ser envolver com música ainda criança (ele tocava percussão), até que, aos 18 anos, mudou-se para os EUA porque havia ganhado uma bolsa para uma universidade.

Confundido com um porto-riquenho num show em que tocava percussão, interessou-se pelo país, viajou para lá e fixou residência, no final dos anos 90. Esse foi o pontapé para o surgimento de sua nova persona: Otura Mun.

O músico começou a produzir para artistas locais, comandou carrapetas de casas noturnas em San Juan e virou referência da cena indie musical. Foi quando decidiu passar um tempo em Cuba para estudar rumba, teve contato com as fés locais e tornou-se babalaô, sacerdote da religião iorubá. A aproximação da religião afro e o aprendizado profundo da rumba, ritmo parcialmente derivado da sonoridade praticada nos encontros religiosos do iorubá, naturalmente o levaram ao projeto Ìfé.

“Ìfé, em iorubá, significa amor, mas também expansão.”

A criação do disco de estreia, IIII+IIII (pronuncia-se Eji-Ogbe), foi algo interessante. Mun se inspirou no logo vermelho e branco da revista americana Life, tirou o L e criou o logo do ÌFÉ. As cores vermelho e o branco, para a religião iorubá, são associadas à dança, à música e à justiça. A sonoridade, como não poderia deixar de ser, é eletrônica, mas também orgânica. A ideia foi fundir o eletrônico com a linguagem afro-caribenha.

Você ouve duas canções do álbum.

 

 

 

 

 

 

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