Zuco 103: banda holandesa com jeitinho brasileiro

Zuco-103

Ouvi o Zuco 103 pela primeira vez nos anos 90. Foi uma descoberta meio que por acaso. Logo, descolei (tínhamos que importar os discos a preços exorbitantes) numa loja de CDs perto da minha casa, na época no Rio de Janeiro, um ou dois discos. Fui cativada imediatamente. O Zuco é único, em todos os sentidos. Primeiro, a banda é de Amsterdã (Holanda), mas a vocalista, Lilian Vieira, é brasileira. O tecladista, Stefan Schmid, é alemão, e o baterista, Stefan Kruger, holandês. Naquela época, não era comum vermos bandas multiculturais. Segundo, eles costumam convidar outros músicos para participar da produção de seus discos. Terceiro, com raras exceções, Lilian canta sempre em português.

O som hoje pode parecer “carne de vaca”, mas no final dos 90s, início dos anos 2000, eram poucos os grupos musicais que faziam uma mistura de eletrônica com ritmos e sonoridades brasileiras. Consigo citar o Da Lata e o sérvio Suba (radicado em São Paulo e morto em 1999). O Zuco fez isso muito bem e conquistou um público fiel na Europa. Aqui, são quase desconhecidos.

“Acho que quando você pega a música tradicional e mistura ela com outras coisas, mas sempre mantendo um certo respeito, acaba tendo um resultado muito interessante.” (para o Estado de S.Paulo)

Com 5 álbums lançados, mais alguns de remixes, a banda chega ao 6º disco: Etno Chic (2016). Você fica com In Your Soul, Na Luta e Laundry Slave, todas canções de Etno Chic.

 

 

 

 

 

 

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