O último registro de uma lenda do jazz

Jimmy Scott I go back home release

Talvez sejam poucos, acredito, os que conhecem Jimmy Scott. Apesar de ser amicíssimo de Billy Holiday e Ray Charles e cantar como ninguém, ele nunca teve o destaque que merecia. Junte-se a isso a exploração injusta da indústria musical, ele praticamente caiu no ostracismo, cantando vez ou outra em cassinos de Las Vegas.

Até que o produtor alemão Ralf Kemper, um apaixonado pelo som de Scott e inconformado de ele ter sido esquecido e viver com bastante humildade, decidiu produzir um album ambicioso, cheio de artistas convidados, entre eles Dee Dee Bridgewater e Arturo Sandoval. I Go Back Home é o último registro do jazzista, morto em 2014 aos 89 anos.

O encontro do cantor com outros nomes do jazz também rendeu um doc de mesmo nome, que ganhou alguns prêmios em festivais, como do de Bruxelas, em 2016.  No filme vê-se um Scott velhinho (beirava na época 85), frágil, sentado em cadeira de rodas, cobertorzinho no colo, interpretar com paixão velhos clássicos do jazz. Um deles, ao lado de Joe Pesci (o ator, sim), amigão do intérprete.

 

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